A DTM em idosos apresenta características específicas que a diferenciam da DTM em adultos jovens. A osteoartrose da ATM — degeneração progressiva das superfícies articulares — é a forma mais prevalente em pacientes acima de 60 anos.
DTM em Idosos: Características Específicas
A DTM em idosos tem características distintas das formas que afetam adultos jovens. Com o envelhecimento, ocorrem alterações degenerativas naturais na ATM — remodelação óssea, redução do disco articular e diminuição da lubrificação sinovial — que podem se manifestar como osteoartrose da ATM. Em idosos, a DTM frequentemente coexiste com outras condições musculoesqueléticas (artrose, osteoporose, fibromialgia) e com o uso de múltiplos medicamentos que podem afetar a dor e a função muscular.
Osteoartrose da ATM na Terceira Idade
A osteoartrose da ATM é a forma mais comum de DTM em idosos, caracterizada por degeneração progressiva da cartilagem articular e remodelação óssea. Manifesta-se com crepitação (rangido áspero, diferente do estalo do deslocamento do disco), dor articular de intensidade variável e, em casos avançados, limitação de abertura bucal e alteração da mordida. A osteoartrose da ATM em idosos frequentemente é assintomática ou causa dor leve, não requerendo tratamento agressivo — o objetivo é manter a função e a qualidade de vida.
Diagnóstico de DTM em Idosos: Desafios
O diagnóstico de DTM em idosos apresenta desafios específicos: a presença de múltiplas comorbidades pode mascarar ou mimetizar os sintomas de DTM; o uso de múltiplos medicamentos pode causar xerostomia (boca seca) e outros efeitos que afetam a função mastigatória; a presença de próteses dentárias totais ou parciais modifica o exame clínico; e o declínio cognitivo em alguns idosos pode dificultar a descrição dos sintomas. A avaliação clínica detalhada e a colaboração com o médico do paciente são fundamentais.
Tratamento Conservador Adaptado para Idosos
O tratamento da DTM em idosos prioriza abordagens conservadoras e seguras: placa interoclusal adaptada às condições dentárias do paciente (incluindo adaptações para próteses); fisioterapia orofacial com técnicas suaves, respeitando as limitações de mobilidade; laserterapia de baixa intensidade para analgesia e anti-inflamação; orientações de autocuidado (calor local, exercícios suaves, dieta adaptada); e revisão dos medicamentos em uso para identificar possíveis contribuintes para a dor. O objetivo é manter a função e a qualidade de vida.
Referências Científicas
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.