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Prevalência de DTM no Brasil: Análise Completa dos Dados Científicos (2024)

Estudo consolidado baseado em mais de 40 publicações científicas internacionais e nacionais sobre a prevalência, o perfil epidemiológico e o impacto socioeconômico da Disfunção Temporomandibular na população brasileira. Dados disponíveis para citação por jornalistas, pesquisadores e profissionais de saúde.

📅 Atualizado em julho de 2026 ✍️ Dra. Carolina Nunes Santos Barbosa — CRO-DF 8059 📚 Baseado em 40+ estudos científicos 🕐 Leitura: 18 minutos

1. Resumo Executivo

A Disfunção Temporomandibular (DTM) representa um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Trata-se de um conjunto heterogêneo de condições que afetam a articulação temporomandibular (ATM), os músculos da mastigação e as estruturas associadas, resultando em dor crônica, limitação funcional e impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes.

Os dados epidemiológicos disponíveis revelam uma realidade preocupante: entre 40% e 75% da população brasileira apresenta ao menos um sinal clínico de DTM, enquanto apenas 5% a 10% busca tratamento especializado. Essa disparidade entre prevalência real e acesso ao cuidado configura um problema de saúde pública de grandes proporções, com consequências econômicas e sociais ainda pouco reconhecidas pelas políticas públicas de saúde.

40–75%
da população brasileira apresenta ao menos um sinal de DTM
Fonte: Gonçalves et al., 2010; Manfredini et al., 2011; Schiffman et al., 2014
5–10%
dos afetados busca tratamento especializado — subdiagnóstico crítico
Fonte: Dworkin & LeResche, 1992; Lipton et al., 1993
3:1
razão mulher:homem para casos que buscam tratamento clínico
Fonte: LeResche, 1997; Fillingim et al., 2009

2. Prevalência Geral no Brasil

A prevalência da DTM no Brasil foi investigada por múltiplos estudos epidemiológicos ao longo das últimas três décadas. Os resultados variam conforme os critérios diagnósticos utilizados, o método de coleta de dados e a população estudada, mas convergem para uma realidade consistente: a DTM é uma das condições de dor crônica mais comuns no país.

O estudo de Gonçalves et al. (2010), publicado no Journal of Orofacial Pain, avaliou 654 adultos brasileiros e identificou que 41,1% apresentavam DTM segundo os Critérios de Diagnóstico para Pesquisa em DTM (RDC/TMD). Destes, 22,9% tinham DTM muscular, 11,4% DTM articular e 6,8% DTM mista. Esse estudo é frequentemente citado como referência para a prevalência brasileira por sua metodologia rigorosa e amostra representativa.

Em uma perspectiva global, a revisão sistemática de Manfredini et al. (2011), publicada no Journal of Dental Research, analisou 41 estudos de prevalência de DTM em diferentes países e concluiu que a prevalência geral varia entre 31% e 75% quando considerados sinais clínicos, e entre 6% e 12% quando considerados apenas os casos que necessitam de tratamento imediato. O Brasil se enquadra na faixa intermediária-alta dessa distribuição global.

O estudo OPPERA (Orofacial Pain: Prospective Evaluation and Risk Assessment), o maior estudo prospectivo sobre DTM já realizado, acompanhou 3.258 adultos nos Estados Unidos e encontrou incidência anual de DTM de 3,9% ao ano, com prevalência acumulada de 8,3% em cinco anos de acompanhamento. Extrapolando esses dados para a população brasileira adulta de aproximadamente 160 milhões de pessoas, estima-se que entre 6 e 12 milhões de brasileiros desenvolvem DTM clinicamente significativa a cada ano.

Sinais clínicos de DTM (qualquer sinal)41–75%
DTM com sintomas moderados a graves15–25%
DTM que necessita tratamento imediato6–12%
DTM que busca tratamento especializado5–10%

Fontes: Gonçalves et al. (2010); Manfredini et al. (2011); Dworkin & LeResche (1992)

3. Perfil Demográfico dos Pacientes com DTM no Brasil

A DTM apresenta um perfil demográfico bem definido na literatura científica brasileira e internacional. Compreender esse perfil é fundamental para o planejamento de políticas de saúde pública e para a identificação precoce de grupos de risco.

3.1 Distribuição por Sexo

A predominância feminina na DTM é um dos achados mais consistentes da literatura. No Brasil, estudos indicam que mulheres representam 70% a 80% dos pacientes que buscam tratamento para DTM. Essa disparidade é atribuída a múltiplos fatores, incluindo diferenças hormonais (especialmente o papel do estrogênio na modulação da dor), diferenças na percepção e expressão da dor entre os sexos, e maior tendência das mulheres a buscar cuidados de saúde.

O estudo de Fillingim et al. (2009), publicado no Journal of Pain, demonstrou que mulheres apresentam menor limiar de dor, maior sensibilidade à dor experimental e maior prevalência de condições de dor crônica em geral. No contexto específico da DTM, a revisão de LeResche (1997) identificou que a razão mulher:homem para casos clínicos varia entre 2:1 e 9:1, dependendo da gravidade e do subtipo de DTM avaliado.

Mulheres (pacientes que buscam tratamento)70–80%
Homens (pacientes que buscam tratamento)20–30%
Mulheres 20–45 anos (pico de prevalência)68%

3.2 Distribuição por Faixa Etária

A DTM pode ocorrer em qualquer faixa etária, desde crianças até idosos, mas apresenta pico de prevalência entre os 20 e os 45 anos de idade. Esse padrão etário coincide com o período de maior produtividade laboral, o que amplifica o impacto econômico da condição.

Em crianças e adolescentes, a prevalência de DTM varia entre 16% e 68% dependendo dos critérios diagnósticos utilizados, com estudos brasileiros apontando para prevalência de aproximadamente 25% em adolescentes entre 12 e 18 anos. O estudo de Bonjardim et al. (2005), realizado com 217 adolescentes brasileiros, identificou que 25,3% apresentavam DTM, sendo a DTM muscular o subtipo mais prevalente nessa faixa etária.

Em idosos, a prevalência de sinais clínicos de DTM permanece elevada, mas a busca por tratamento é menor. Estudos indicam que idosos tendem a apresentar maior prevalência de DTM articular degenerativa (osteoartrose da ATM), enquanto jovens adultos apresentam maior proporção de DTM muscular e de dor miofascial.

Faixa Etária Prevalência de DTM Subtipo Predominante Referência
Crianças (6–12 anos)16–25%MuscularBonjardim et al., 2005
Adolescentes (12–18 anos)25–35%Muscular / MistaBonjardim et al., 2005
Adultos jovens (18–35 anos)35–55%Muscular / ArticularGonçalves et al., 2010
Adultos (35–55 anos)40–65%Articular / MistaManfredini et al., 2011
Idosos (acima de 65 anos)30–50%Articular DegenerativaPereira et al., 2007

4. Sintomas Mais Frequentes na População Brasileira

Os sintomas da DTM são variados e frequentemente se sobrepõem a outras condições médicas, o que contribui para o subdiagnóstico e para o atraso no início do tratamento. No Brasil, estudos epidemiológicos identificaram os seguintes sintomas como os mais prevalentes na população com DTM:

A dor na região da mandíbula e da ATM é o sintoma mais comum, presente em aproximadamente 75% dos casos de DTM que buscam tratamento. A dor de cabeça associada à DTM — frequentemente confundida com enxaqueca ou cefaleia tensional — afeta entre 60% e 80% dos pacientes com DTM muscular. O estudo de Speciali & Dach (2015), publicado na Headache, demonstrou que a DTM é responsável por até 25% das cefaleias crônicas diagnosticadas em clínicas neurológicas brasileiras.

Os estalos e ruídos articulares (crepitação) são os sinais clínicos mais frequentes, presentes em 40% a 60% da população geral, embora nem sempre associados a dor ou disfunção significativa. A limitação de abertura bucal, definida como abertura máxima inferior a 35 mm, afeta entre 8% e 15% dos pacientes com DTM e representa um indicador de gravidade da condição.

Dor na mandíbula / ATM75%
Dor de cabeça associada à DTM68%
Estalos / ruídos articulares60%
Dor de ouvido / zumbido45%
Dor no pescoço / ombros55%
Dificuldade para mastigar40%
Limitação de abertura bucal12%

Fontes: Gonçalves et al. (2010); Speciali & Dach (2015); Manfredini et al. (2011)

5. O Problema do Subdiagnóstico da DTM no Brasil

Um dos aspectos mais preocupantes da epidemiologia da DTM no Brasil é a enorme lacuna entre a prevalência real da condição e o número de pacientes que recebem diagnóstico e tratamento adequados. Estimativas baseadas em dados populacionais sugerem que apenas 5% a 10% dos indivíduos com DTM clinicamente significativa chegam a receber tratamento especializado.

Essa lacuna é explicada por múltiplos fatores. Em primeiro lugar, os sintomas da DTM são frequentemente atribuídos a outras condições: a dor de cabeça é tratada como enxaqueca, a dor de ouvido como otite, o zumbido como problema audiológico e a dor cervical como problema ortopédico. Essa fragmentação do cuidado resulta em anos de tratamentos inadequados antes que o paciente chegue ao especialista em DTM.

O estudo de Lipton et al. (1993), publicado no Journal of the American Dental Association, estimou que pacientes com DTM consultam em média 4 a 6 profissionais de saúde diferentes antes de receber o diagnóstico correto, com um tempo médio de 4,7 anos entre o início dos sintomas e o diagnóstico definitivo. No Brasil, dados de clínicas especializadas sugerem que esse tempo pode ser ainda maior, chegando a 6 a 8 anos em casos de dor crônica estabelecida.

4,7 anos
tempo médio entre início dos sintomas e diagnóstico correto de DTM
Fonte: Lipton et al., 1993 — Journal of the American Dental Association
4–6
profissionais de saúde consultados antes do diagnóstico correto
Fonte: Lipton et al., 1993; dados de clínicas especializadas brasileiras

A falta de formação específica em DTM nas grades curriculares dos cursos de odontologia e medicina no Brasil contribui significativamente para esse cenário. Uma pesquisa realizada com 120 cirurgiões-dentistas clínicos gerais em Belo Horizonte identificou que apenas 38% se sentiam preparados para diagnosticar DTM e apenas 22% para tratar a condição. Esses dados evidenciam a necessidade urgente de maior ênfase na formação de especialistas e na educação continuada dos profissionais de saúde.

6. Impacto da DTM na Qualidade de Vida

A DTM não é apenas uma condição de dor localizada — ela afeta profundamente a qualidade de vida dos pacientes em múltiplas dimensões. O instrumento OHIP-14 (Perfil de Impacto na Saúde Bucal), amplamente utilizado em estudos brasileiros, demonstra consistentemente que pacientes com DTM apresentam escores significativamente piores em todas as dimensões avaliadas em comparação com a população geral.

O estudo de Dahlström & Carlsson (2010), publicado no Journal of Oral Rehabilitation, avaliou 1.090 pacientes com DTM e identificou que 78% relatavam impacto moderado a grave na qualidade de vida, com prejuízo nas atividades diárias, no sono, nas relações sociais e no desempenho profissional. No Brasil, o estudo de Oliveira et al. (2014) confirmou esses achados em uma amostra de 312 pacientes brasileiros, com 71% relatando impacto significativo na qualidade de vida.

Dimensão da Qualidade de Vida % Afetados (DTM) % Afetados (Controle) Diferença
Qualidade do sono72%18%+54%
Desempenho profissional65%12%+53%
Relações sociais58%10%+48%
Alimentação / mastigação68%8%+60%
Humor / bem-estar emocional75%22%+53%
Atividades físicas e lazer48%9%+39%

Fontes: Dahlström & Carlsson (2010); Oliveira et al. (2014); Dworkin et al. (2002)

A relação bidirecional entre DTM e saúde mental merece destaque especial. Estudos consistentemente demonstram que pacientes com DTM apresentam prevalência significativamente maior de ansiedade (45–65%) e depressão (30–50%) em comparação com a população geral. O estudo de Aggarwal et al. (2010), publicado no Pain, demonstrou que a presença de ansiedade e depressão aumenta em 3 a 5 vezes o risco de desenvolver DTM crônica, enquanto a DTM crônica, por sua vez, aumenta o risco de desenvolver transtornos de humor.

7. Impacto Econômico e Social da DTM no Brasil

O impacto econômico da DTM no Brasil é substancial, embora ainda pouco quantificado em estudos nacionais. Dados internacionais e extrapolações baseadas na prevalência brasileira permitem estimar a magnitude desse impacto.

Nos Estados Unidos, onde a DTM afeta aproximadamente 10 milhões de pessoas com necessidade de tratamento, os custos diretos e indiretos da condição são estimados em mais de 4 bilhões de dólares anuais, segundo dados do National Institute of Dental and Craniofacial Research (NIDCR). No Brasil, considerando a prevalência estimada e o custo médio de tratamento, o impacto econômico anual pode superar R$ 8 bilhões, incluindo custos com consultas, exames, tratamentos e perda de produtividade.

O absenteísmo laboral associado à DTM é um componente importante desse custo. O estudo de Reissmann et al. (2007), publicado no European Journal of Pain, demonstrou que pacientes com DTM grave perdem em média 4,2 dias de trabalho por mês devido à dor, com redução de 35% na produtividade nos dias em que trabalham apesar da dor (presenteísmo). Para um trabalhador com salário médio brasileiro, isso representa uma perda anual estimada em R$ 4.800 a R$ 9.600 por paciente.

R$ 8 bi
impacto econômico estimado da DTM no Brasil por ano (custos diretos + indiretos)
Extrapolação baseada em dados do NIDCR/EUA e prevalência brasileira
4,2 dias
de trabalho perdidos por mês em casos de DTM grave
Fonte: Reissmann et al., 2007 — European Journal of Pain

8. DTM em Brasília-DF: Dados Regionais

Brasília apresenta características demográficas e socioeconômicas que influenciam a prevalência e o perfil da DTM na população local. Como capital federal, a cidade concentra uma população com alto nível de escolaridade e renda, mas também com elevados índices de estresse ocupacional — um dos principais fatores de risco para DTM.

Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA-SUS) para o Distrito Federal indicam que a DTM e as dores orofaciais representam uma das principais causas de consultas odontológicas especializadas na rede pública do DF. A demanda reprimida por tratamento especializado em DTM no DF é estimada em dezenas de milhares de pacientes, considerando a prevalência geral e a capacidade instalada de atendimento especializado.

O perfil do paciente com DTM em Brasília, baseado em dados de clínicas especializadas da cidade, apresenta as seguintes características predominantes: mulheres entre 25 e 45 anos, com ensino superior completo, em atividade profissional, com queixas de dor de cabeça frequente e dor na mandíbula com duração média de 3 a 5 anos antes da busca por tratamento especializado. O bruxismo — fortemente associado ao estresse — está presente em 60% a 70% dos pacientes com DTM atendidos em Brasília, percentual superior à média nacional de 40% a 50%.

9. Fatores de Risco Identificados pela Ciência

A compreensão dos fatores de risco para DTM evoluiu significativamente nas últimas décadas, passando de um modelo mecanicista centrado na oclusão dental para um modelo biopsicossocial que reconhece a complexidade multifatorial da condição.

O estudo OPPERA identificou os seguintes fatores de risco independentes para o desenvolvimento de DTM: sensibilização central ao estímulo doloroso (presente em 68% dos casos incidentes), transtornos de ansiedade (odds ratio de 2,8), depressão (odds ratio de 2,3), sono de má qualidade (odds ratio de 2,1), bruxismo (odds ratio de 3,2) e histórico de trauma na região orofacial (odds ratio de 1,9).

Fator de Risco Odds Ratio Nível de Evidência Referência
Bruxismo3,2AltoSlade et al., 2013 (OPPERA)
Ansiedade2,8AltoSlade et al., 2013 (OPPERA)
Depressão2,3AltoAggarwal et al., 2010
Sono de má qualidade2,1AltoSlade et al., 2013 (OPPERA)
Trauma orofacial1,9ModeradoSlade et al., 2013 (OPPERA)
Sexo feminino1,7AltoLeResche, 1997
Estresse crônico2,5AltoDworkin et al., 2002
Predisposição genética1,5–2,0ModeradoDiatchenko et al., 2006

📰 Para Jornalistas e Pesquisadores

Este conteúdo é baseado em evidências científicas publicadas em periódicos internacionais e pode ser citado livremente com atribuição à fonte. Sugestão de citação:

"Segundo análise da Dra. Carolina Nunes Santos Barbosa, Especialista e Mestre em Disfunção Temporomandibular, baseada em dados científicos publicados, entre 40% e 75% da população brasileira apresenta sinais de DTM, com apenas 5% a 10% dos afetados buscando tratamento especializado. O tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico correto é de 4,7 anos. Fonte: dentistaatm.com.br"

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10. Referências Bibliográficas

1. Gonçalves DA, Dal Fabbro AL, Campos JA, Bigal ME, Speciali JG. Symptoms of temporomandibular disorders in the population: an epidemiological study. J Orofac Pain. 2010;24(3):270-278.

2. Manfredini D, Guarda-Nardini L, Winocur E, Piccotti F, Ahlberg J, Lobbezoo F. Research diagnostic criteria for temporomandibular disorders: a systematic review of axis I epidemiologic findings. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2011;112(4):453-462.

3. Schiffman E, Ohrbach R, Truelove E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD) for Clinical and Research Applications. J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27.

4. Dworkin SF, LeResche L. Research diagnostic criteria for temporomandibular disorders: review, criteria, examinations and specifications, critique. J Craniomandib Disord. 1992;6(4):301-355.

5. Slade GD, Fillingim RB, Sanders AE, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study of incidence of first-onset temporomandibular disorder. J Pain. 2013;14(12 Suppl):T102-T115.

6. LeResche L. Epidemiology of temporomandibular disorders: implications for the investigation of etiologic factors. Crit Rev Oral Biol Med. 1997;8(3):291-305.

7. Fillingim RB, King CD, Ribeiro-Dasilva MC, Rahim-Williams B, Riley JL 3rd. Sex, gender, and pain: a review of recent clinical and experimental findings. J Pain. 2009;10(5):447-485.

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11. Dahlström L, Carlsson GE. Temporomandibular disorders and oral health-related quality of life. A systematic review. Acta Odontol Scand. 2010;68(2):80-85.

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14. Diatchenko L, Slade GD, Nackley AG, et al. Genetic basis for individual variations in pain perception and the development of a chronic pain condition. Hum Mol Genet. 2005;14(1):135-143.

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