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🦷 DTM — Disfunção Temporomandibular

Causas da DTM: Por que a Disfunção Temporomandibular Ocorre

📅 7 de julho de 2025✍️ Dra. Carolina Nunes Santos Barbosa🕐 10 min de leitura

A DTM não tem uma causa única — é uma condição multifatorial com causas físicas, psicológicas e sociais que interagem de forma complexa. O modelo mais aceito atualmente é o modelo biopsicossocial, que reconhece que fatores biológicos, psicológicos e sociais contribuem simultaneamente para o desenvolvimento e a manutenção da DTM.

Fatores de Risco Identificados pelo Estudo OPPERA

O estudo OPPERA (Orofacial Pain: Prospective Evaluation and Risk Assessment) é o maior estudo prospectivo sobre DTM já realizado, com 3.263 participantes acompanhados por 2,8 anos. Identificou os principais fatores de risco: sensibilização central (odds ratio 3,2); estresse psicológico (OR 2,5); sexo feminino (OR 2,1); dor em outras regiões do corpo (OR 2,0); e qualidade do sono ruim (OR 1,8).

Bruxismo: O Fator de Risco Mais Modificável

O bruxismo — apertar e ranger os dentes — é o fator de risco mais modificável para DTM. Sobrecarrega os músculos da mastigação e a ATM com forças que podem ser 6 a 10 vezes maiores do que as forças mastigatórias normais. O bruxismo noturno é especialmente prejudicial porque ocorre de forma inconsciente e pode durar horas.

Trauma: Causa Direta

Traumas diretos na mandíbula ou na ATM — por acidentes automobilísticos (lesão por chicote cervical), quedas, golpes ou procedimentos odontológicos prolongados — podem causar DTM de início agudo. O trauma causa inflamação articular, lesão do disco e espasmo muscular reflexo.

Fatores Hormonais: Por que a DTM é Mais Comum em Mulheres

A DTM é 2 a 3 vezes mais prevalente em mulheres, especialmente em idade reprodutiva. Receptores de estrogênio foram identificados nos tecidos da ATM, e flutuações hormonais (ciclo menstrual, gravidez, menopausa) influenciam a inflamação articular e a percepção da dor.

Referências Científicas

Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115.

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