A dor na mandíbula é um sintoma que pode ter múltiplas causas — desde a DTM (a mais comum) até artrite reumatoide, trauma, infecção dental e, raramente, neoplasias. O diagnóstico correto é fundamental para o tratamento adequado.
Causas da Dor na Mandíbula
A dor na mandíbula pode ter diversas origens. A DTM é a causa mais comum, afetando os músculos da mastigação e a ATM. Outras causas incluem: dor dental irradiada (pulpite, abscesso periapical); infecção dos tecidos moles (celulite, abscesso); fratura mandibular; artrite reumatoide ou psoriásica afetando a ATM; osteomielite; e, raramente, tumores. O diagnóstico diferencial é fundamental para o tratamento correto — tratar a causa errada é ineficaz e pode retardar o diagnóstico da condição real.
DTM: A Causa Mais Comum de Dor Mandibular
A DTM é responsável por 50% a 60% das queixas de dor na mandíbula. Manifesta-se como dor muscular (nos músculos da mastigação) ou articular (na ATM), frequentemente acompanhada de estalos ao abrir a boca, limitação de abertura bucal, dor de cabeça e dor no ouvido. A dor piora com a mastigação, o bocejo e situações de estresse. O diagnóstico é clínico, baseado no critério DC/TMD, e não requer exames de imagem na maioria dos casos. O tratamento conservador é eficaz para a maioria dos pacientes.
Diagnóstico Diferencial da Dor na Mandíbula
O diagnóstico diferencial da dor na mandíbula requer anamnese detalhada (início, características, fatores de piora e melhora, sintomas associados), exame clínico com avaliação dos movimentos mandibulares, palpação muscular e articular, e exame dental. Sinais de alerta que indicam causa não-DTM: febre (infecção); inchaço progressivo (abscesso); dor elétrica súbita (neuralgia); dormência ou formigamento (neuropatia); e dor após trauma (fratura). Nesses casos, avaliação médica ou odontológica urgente é necessária.
Tratamento Baseado na Causa
O tratamento da dor na mandíbula deve ser direcionado à causa identificada. Para DTM: placa interoclusal, fisioterapia orofacial, laserterapia e orientações comportamentais. Para dor dental: tratamento endodôntico, exodontia ou restauração. Para infecção: antibióticos e drenagem cirúrgica quando indicado. Para artrite sistêmica: tratamento em colaboração com reumatologista. O tratamento empírico sem diagnóstico correto é inadequado e pode mascarar condições que requerem tratamento específico e urgente.
Referências Científicas
Schiffman E, et al. Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). J Oral Facial Pain Headache. 2014;28(1):6-27. | Slade GD, et al. Summary of findings from the OPPERA prospective cohort study. J Pain. 2013;14(12):T102-T115. | Al-Ani MZ, et al. Stabilisation splint therapy for TMD. Cochrane Database Syst Rev. 2004.